quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lost - O Padre e seus balões de festa


Não gosto de brincar com a desgraça alheia, principalmente em um caso que envolve um homem de Deus. Mas convenhamos, se toda a fé do mundo não salvou o tal padreco voador da sua própria estupidez, o que resta para aqueles que não têm uma linha direta com o Senhor?
Padres devem dar exemplo. São o referencial para as comunidades, principalmente as do interior. Não posso perder tempo me preocupando com o paradeiro do tiozinho. Tenho é que condenar uma atitude idiota dessas.
Espero que ele seja encontrado, ou então que encontre Deus. Só não gostaria dele na ilha de Lost, pois o seriado está tão interessante com assuntos mais sérios, que uma piada dessas poderia arruinar o andamento do show.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cartão Corporativo?

Estou quase mudando de idéia sobre a questão dos cartões corporativos. Tirei folga nessa sexta para realizar um megaferiadão, e estou desde as 12h10 dessa sexta-feira comendo e bebendo muito bem. Porto Alegre é definitivamente um dos melhores lugares do mundo. Churrasco com os amigos no Komka, com direito a encontrar o meu irmão mais velho.
Ele NUNCA me liga, mas sempre choraminga com os meus amigos - habitués do mesmo estabelecimento - sobre a minha conduta como irmão desprezador dos irmãos mais velhos. Fazia tempo que eu não tinha uma sexta-feira tão interessante. Principalmente porque meu almoço foi até as 15h30.
Depois disso, viemos para o escritório do Alex e do Gustavão. Passamos no posto para reabastecer o frigobar e, na hora de pagar uma surpresa: Cartão Corporativo Nasi Mello.com sem br pra não dar azar. Fiquei intrigado, mas muito otimista quanto ao futuro da humanidade. Sim, no Nasi e Mello.com a cerveja é considerada despesa do escritório e, a princípio, os sócios não querem dicutir sobre isso (até mesmo porque o Alex será beneficiado pelo investimento e porque o Gustavão está na estrada ouvindo Seal com a namorada).
São 17h23 e ainda temos Heineken bem gelada. E, graças da Deus, é só sexta-feira. Quero um cartão desses para a Hexa já. Também queria poder ter todos os meus amigos por perto sempre. A companhia deles não tem preço, e para esses bons momentos não precisamos de muito mais do que retribuir com a nossa própria companhia. Nada de crédito pré-aprovado, nem de cartões coprporativos. Pelo menos não dos cartões cuja a fatura é paga pelo contribuinte.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Nike. Um ano sem o Melhor Cão do Mundo



Esse é o Nike, o cachorro mais perfeito do universo. Estamos completando um ano sem ele e aprendendo a gostar de outros cachorros. A gente adora os nossos, mas existem tantas diferenças, que a adaptação é bem mais delicada.

O Nike não latia, ele falava. Falava com os olhos, falava choramingando, falava com a pata e era sempre compreendido, impossível não saber o que ele queria. Impossível não atender o que ele pedia. Mas o que mais impressionava era o que ele retribuía. Não falo em dar em troca, pois cachorros costumam se doar unilateralmente. Ele era o guardião da casa e da gente, protegia a Vanessa o tempo inteiro, mesmo quando a situação não era uma ameaça. Além disso, era bipolar: uma hora estava rabugento, reclamando e rosnando para a vida, outra estava cantando e uivando comigo no carro. Era praticamente o Axl Rose do mundo animal. O bicho era tão malucão que não sabia brincar, ficava tão ansioso e alegre com os brinquedos novos que os destruía em segundos. Bolas, bonecos, qualquer coisa. Nada durava com o Nike. Só a saudade que ele deixou.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Dois cachorros de novo

A Pequena foi resgatada na última semana. Conseguimos com que o meu sogro assumisse a criatura como futuro dono. Acontece que esqueceram de avisar a Dona Eva, que é a dona do meu sogro. Ela bateu o pé e disse que nada de cachorros na casa dela. Era eu, a pequena e o meu sogro com o rabinho entre as pernas. E mais uma rejeição no histórico da linguiçinha.
Mas nós já decidimos: vamos ficar com a Pequena. E seja o que Deus quiser, ou o que os cachorros quiserem. Afinal, todo mundo sabe que quando não é a mulher que manda em casa, é porque os cachorros já assumiram o poder. No meu caso é um pouco dos dois.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

As Cruzadas do novo século

Ao longo de anos as grandes democracias mostraram ao mundo o poder que a liberdade tem de possibilitar conquistas inimagináveis para qualquer grupo, etnia ou minoria. Exemplo são as lutas pelos direitos civis e suas vitórias nos EUA e Inglaterra. O movimento GLBT organizado conquistou muito nesses anos, incluindo até, para o desespero dos grupos conservadores, a aplicação de cartilhas nas escolas públicas com conteúdo focado na diversidade. Não vou entrar no mérito da questão, pois a minha opinião é de que as pessoas (independente de todos os fatores, culturais, religiosos, etnicos e de diversidade de orientação sexual) tenham direitos e liberdades enquanto seres-humanos. Lutar como minoria é estar em uma guerra que não mais pode ser vencida. Temos que lutar pela liberdade do único sistema de governo capaz de prover a todos os seus cidadãos as garantias para a felicidade.
Tenho uma amiga que trabalha em uma ONG que apóia as causas GLBT. Quando debatemos sobre alguns assuntos ela sempre coloca em Xeque o papel do cristianismo como fator decisivo para as frustrações dos indivíduos e pela repressão à liberdade de sermos o que quisermos ser. A minha opinião é contrária, e cito um exemplo bem atual: Na inglaterra, as escolas públicas há tempos têm em seu currículo assuntos referentes a diversidade sexual, conquista essa garantida por meio da democracia e do ativismo político. Os conservadores tentaram impedir tais mudanças da única forma aceitável em uma democracia: por meio do debate. Coube a igreja se posicionar, mas jamais tentar reverter a situação pela força ou pelo terror. Logo, em um sistema livre e democrático, nem mesmo o cristianismo (culpado de 50% dos males do mundo) pôde se impor. Sabe quem, sem muito debate e muita pressão, conseguiu eliminar o tema do currículo? O islamismo. Sim, estamos tão ocupados metendo o pau na democracia, nos governos democráticos e na igreja cristã, que já não mais sabemos quem é o inimigo do nosso estilo de vida. A visão religiosa mais fundamentalista, machista, conservadora e anti-semita do universo conseguiu o que nem George Bush seria capaz ao menos de tentar. Para isso e outras arbitrariedades, o islam tem o apoio, quem diria, da esquerda internacional e de diversas ONGs pelo mundo a fora... que por causa de uma antipatia aos EUA e seus aliados, se unem com qualquer um de seus inimigos. O que esses grupos não percebem, é que estão alimentando um monstro que, depois de vitorioso frente ao maligno capitalismo americano, ao cristianismo e ao judaísmo, vai se alimentar de suas próprias almas e das dos inocentes úteis que, achando estarem fazendo o bem absoluto, estão apenas servindo ao que há de mais tenebroso para o futuro das liberdades.
No final das contas igreja, governos democráticos, minorias etnicas, feministas, comunidades GLBT e tantos outros movimentos sociais (aparentemente antagônicos entre si) deveriam estar em um mesmo lado: o da sobrevivência, da liberdade e da democracia.

Em resumo, as cruzadas nunca se acabaram. Apenas um lado (o do bem, na minha modesta opinião) parou de lutar, e uma grande maioria de gente, aparentemente legal, está combatendo no front errado. E enquanto isso, no meio da desinformação a gente vai assistindo calado a falta de liberdade religiosa no Tibete, a perseguição de homossexuais e a criminalização de tal orientação na Síria e no Irã, o tratamento nojento dado às mulheres em boa parte do mundo árabe. A gente até se indigina, mas não faz porra nenhuma. Então, finalmente, o Bin Laden afirma no YouTubeTaliban que vai ganhar a guerra contra américa porque os EUA amam a vida e eles "amam a morte". Puta que o pariu, de que lado mesmo você está?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Há pouco tempo. Numa agência não muito distante

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Caos organizado. Ouvi essa definição quando uma gerente de produto definia o ambiente de trabalho em uma grande produtora de games para Playstation 3. Acho que sempre foi assim que eu via e vejo a Hexa, só me faltava a definição precisa. Aqui na Hexa a equipe da criação é exatamente isso. De vez em quando alguém pára e enlouquece no meio da tarde. Isso é ruim? Não no meu ponto de vista. São esses momentos de liberdade criativa que fazem daqui um lugar tão legal de trabalhar. Eu sempre sonhei em fazer parte de um lugar assim, e acabei construindo um. Detalhe para a equipe Jedi que ontem resolveu brincar de consolidar um antigo desejo: ter um sabre de luz igual ao do Luke Skywalker. A gente se diverte, mas também arrebenta. Na maioria das vezes fazemos os dois juntos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Marketing de Varejo - Lúcia Búrigo

Ontem começou em Cricúma um curso da Lúcia Búrigo na CDL com o tema: Marketing de Varejo. Como varejo é um conceito muito mais amplo do que o Hommer Simpson possa imaginar, resolvi prestigiar o evento, que considero importante para a cidade e para o panorama atual do comércio em Criciúma. Citei o Hommer como cidadão comum e desavisado que ouve "varejo" e lembra das Casas Bahia. A gente sabe que a coisa é bem mais abrangente que isso, como a própria Lúcia deixou claro, mas nem todos que vivem o mercado sabem disso bem ao certo.
Com algumas exceções, eu não gosto da postura do comércio de Criciúma. Sei que ele vem evoluindo muito, mas ainda não o sinto preparado para clientes cada vez mais exigentes. A prova disso é a falta de visão dos próprios empresários, principalmente dos pequenos e médios, já que a grande maioria deles, que precisam urgentemente de um pouco do know-how da palestrante, não estava presente na oportunidade. Eu adorei o primeiro dia e sei que vem mais coisa boa no segundo. Além de levar na bagagem um pouco mais da experiência de quem sabe muito do que está falando, quero levar também os cartões de vista dos participantes, pois seus estabelecimentos devem refletir nos detalhes um pouco desse interesse pessoal em fazer e ser cada dia melhor.
Enquanto isso a gente vai torcendo por um sorriso fácil, um bom dia, boa tarde e boa noite cada vez que entra numa loja. Parabéns a Lúcia e a CDL pela iniciativa.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Dog RULES

Essa é uma campanha antiga da Pedigrie nos EUA. É uma iniciativa para fomentar a adoção de cães naquele país. A minha campanha é encontrar um lar para a "Pequena". Ela acaba de ser abandonada pela segunda interessada, agora sobre a alegação de ser briguenta. Pois bem, ela é sim. Ela é daquele tipo de cachorro minúsculo, mas que não foge do tatame jamais. E daquele tipo que você vê no telejornal que ataca um Pitbull para proteger o filho pequeno do dono, e claro, se sacrifica em nome da lealdade. Cachorros são assim, a Pequena é assim. Estou pensando seriamente em pegá-la de volta, mesmo sem espaço no apartamento. Não quero que ela me defenda um dia de um Rottweiler, quero defendê-la de um dono indiferente. Essa é a minha campanha. Depois eu posto uma foto dela aqui, quem sabe você não se anima?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Não basta ser Daschund.

Semana atrás quase atropelei uma cadelinha Daschund (linguicinha). Parei o carro e corri para que outro veículo não a atingisse. Procurei pelo dono, e como não encontrei, levei-a pra casa para os cuidados necessários. Ela estava fraca, anêmica e provavelmente havia sofrido maus tratos. Ela foi cuidada, junto com nosso outro cachorro (um Daschund quase puro, ou melhor: um vira-lata quase Daschund) e recebeu todo carinho. Estávamos a espera de quem a quisesse adotar, e a Pet Shop achou um pretendente. Então a deixamos com eles.
O Problema é que, antes de encontrarmos o bichinho, algum filha da puta jogou água fervendo na pequena, e por isso ela não tem pelagem numa parte do corpo. Nada demais, apenas uma falha quase imperceptível. Para mim não era nada, porém para a pessoa que iria adota-la foi. Inconformada como fato do pêlo não voltar a crescer, ela desconversou o pessoal da Pet e disse que voltava depois. Nunca mais.
As pessoas são realmente muito complicadas. Elas não desejam as coisas em função do bem que elas fazem, mas pela imagem de status que elas geram. Não basta ter raça, tem que ser perfeita.
Acho que foi melhor assim, cachorros precisam de quem goste de cachorros. Espero que a pessoa que a rejeitou goste pelo menos de gente.